Corretora de criptomoedas Bithumb sofre roubo de US$ 1 milhão

Via G1

A casa de câmbio ou corretora de moedas virtuais sul-coreana Bithumb sofreu um ataque cibernético que teria roubado US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,3 milhões) de moedas virtuais Bitcoin e Ethereum. O ataque ocorreu no dia 29 de junho e foi relatado às autoridades sul-coreanas pela própria empresa no dia 30.

A Bithumb é a maior casa de câmbio de Ethereum do mundo e uma das cinco maiores de Bitcoin. Segundo o site “Coin Market Cap”, a Bithumb é responsável, em volume das transações, por 20% da Litecoin, 13% da Ethereum e 3,2% do Bitcoin.

Embora empresas como a Bithumb ofereçam um serviço semelhante a uma “casa de câmbio” para quem quer comprar ou vender a moeda, elas na prática atuam como uma corretora de investimentos de câmbio. Muitos clientes deixam seus fundos em carteiras que a corretora pode gerenciar para cumprir ordens automáticas de compra e venda registradas para acompanhar a flutuação do mercado, mas isso abre brechas para um roubo caso a corretora sofra ataques.

Segundo reportagens locais na Coreia do Sul, os invasores teriam atacado um colaborador da empresa e roubado informações pessoais de mais de 30 mil clientes da Bithumb. Com essa informação em mãos, o atacante conseguiu acesso às contas de cerca de 100 investidores da plataforma para furtar as carteiras virtuais. Segundo a empresa, porém, o pacote de dados não teria incluído as senhas dos usuários.

Como as perdas ficaram espalhadas entre muitos usuários, ainda não se sabe exatamente a dimensão total do prejuízo. Em abril, uma invasão atingiu outra corretora sul-coreana, a Yapizon. O prejuízo teria ficado em US$ 5 milhões (cerca de R$ 16 milhões).

Ressarcimento
Fundos armazenados em moeda virtual normalmente não possuem seguro ou proteção ao crédito. Isso diferente de contas em bancos tradicionais, que costumam ter proteções como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

No caso da Yapizon, em que a invasão ocorreu contra as carteiras da própria corretora, o prejuízo foi dividido entre todos os usuários, que receberam “ações” virtuais da empresa, chamada de “tokens”, que dão direito a receber uma parcela dos lucros do negócio. Esse é o mecanismo fornecido pela companhia para ressarcir os clientes.

Até o momento, nenhum plano semelhante foi anunciado para a Bithumb.

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